Perspectivas de Liderança Laureate: Neel Broker, CEO da EMEAA

Neste mês, a vice-presidente sênior de assuntos públicos globais e diretora de benefícios da Laureate, Esther Benjamin, entrevista o CEO da EMEAA, Neel Broker. O executivo tem mais de 10 anos de experiência na Laureate e compartilha nesta entrevista alguns dos principais destaques de sua carreira, bem como a sua visão para o futuro da região que lidera e da empresa como um todo.

Esther Benjamin: Gostaria de começar agradecendo por você ter dispensado este tempo para conversar comigo! Você poderia compartilhar conosco alguns de seus principais destaques e marcos de carreira antes de ingressar na Laureate?

Neel Broker: Eu cresci na Índia e comecei minha carreira trabalhando em bancos de investimento nos EUA e em Londres. Estudei administração nos EUA, depois trabalhei em consultoria de gestão por alguns anos. Após isso, entrei para uma empresa direcionada para private equity, focada em negócios liderados por minorias nos EUA. O aspecto missionário deste trabalho realmente me atraiu e comecei a aprender como equilibrar essa agenda dupla. Cheguei na Laureate meio que por acaso. Eu nunca tinha ouvido falar da Laureate antes ou sequer pensava que existissem empresas como esta. Conheci Doug Becker e, em duas semanas, ele conseguiu me transformar de alguém que desconhecia completamente a presença da Laureate, em uma pessoa que estava completamente energizado e animado para se juntar à empresa. Dez anos depois, aqui estou eu.

EB: Você teve três funções na Laureate. Poderia descrever seus papéis e as principais conclusões de cada um?

NB: Meu primeiro papel foi em desenvolvimento de negócios e capacidade de entrada no mercado, já que a Laureate estava desenvolvendo a sua presença na Ásia. Quando adquirimos instituições, uma das grandes questões que tivemos era como entrar na Índia. O país era um grande mercado com enorme potencial, mas também complicado. Eu mudei para a Índia e comecei nossa parceria com a Pearl Academy. Foi então que assumi meu primeiro papel formal na Laureate como CEO das operações na Índia. Esta foi uma fase extremamente instigante para mim, enquanto criávamos nossa comunidade em uma parte muito estimulante do mundo. Em 2015, mudei de volta para os EUA por dois anos, como chefe de estratégia em um momento muito interessante para a empresa, quando estávamos tentando desenvolver nosso futuro a longo prazo e resolver desafios presentes. Por fim, depois da abertura do capital em fevereiro de 2017, voltei para a Ásia para liderar nossas operações como CEO da região EMEAA.

EB: O que faz com que você mantenha seu compromisso com a empresa há mais de uma década?

NB: Em primeiro lugar são as pessoas. Eu sempre quis ser inspirado pelas pessoas com quem trabalho; pessoas que não são apenas inteligentes e capazes, mas também têm boas intenções. Encontrei isso na Laureate e foi o que me manteve aqui desde então. Os estudantes são outra maravilhosa fonte de inspiração. Visitar um campus e passar algumas horas com os alunos é a coisa mais energizante e revigorante. Isso nos lembra de nossa maravilhosa missão e da singularidade do que fazemos. Ninguém mais no mundo fez com sucesso o que estamos fazendo.

EB: Você começou administrando um país na Ásia e, agora, como CEO da EMEAA, está liderando uma operação muito diversificada em termos de contextos e países. O que você vê como seus maiores desafios e oportunidades?

NB: O maior desafio é também a nossa maior oportunidade. É uma região enorme do mundo em relação à geografia, cultura, população e, o mais importante, à necessidade de ensino superior de qualidade. Também compreende algumas das partes mais pobres e de desenvolvimento mais rápido no mundo. Como priorizamos? Como nos concentramos? E como administramos essa complexidade? Esse tem sido o nosso maior desafio. Por outro lado, essa é também a nossa maior oportunidade. Existe uma enorme oportunidade para expandir nos mercados em que já estamos presentes, bem como explorar novos mercados. A missão da equipe EMEAA e o papel que nós mesmos representamos na Laureate nos próximos anos é ser um fator de crescimento para a empresa.

EB: Eilif falou extensivamente sobre ser uma empresa de ensino superior habilitada para a tecnologia. O que esta visão significa para a sua liderança da EMEAA?

NB: Existem múltiplas dimensões para essa visão e, como empresa, ainda estamos evoluindo para encontrar nossa própria definição. Primeiro, como uma multinacional inovadora, devemos construir uma base tecnológica sólida com sistemas para melhorar nossas operações diárias. Também devemos nos concentrar em ter um impacto em nossos estudantes para melhorar as suas experiências. Em muitos dos nossos mercados, os cursos on-line estão se tornando mais prevalentes, especialmente na Índia, Austrália e Nova Zelândia. Uma parte fundamental dessa visão é a parceria com as principais empresas de tecnologia do mundo, por exemplo, temos vários projetos com a IBM na Índia e na Austrália. Precisamos ampliar esses tipos de parcerias e trabalhar mais de perto com essas empresas em diversas áreas, como inteligência artificial, realidade aumentada e outras que são críticas para o futuro de nossos negócios.

EB: Como uma equipe de liderança, uma grande parte do nosso foco está na acessibilidade e na qualidade. Qual é a sua visão sobre essas questões-chave?

NB: Acredito que devemos focar em oferecer uma proposta clara de valor a todos os segmentos que temos como alvo. Nossos estudantes esperam e exigem isso. Nosso foco é entregar um alto retorno sobre o investimento para os alunos. Precisamos nos tornar mais inteligentes na forma como usamos a tecnologia como uma facilitadora para reduzir o custo de entrega, oferecendo um produto mais acessível de uma maneira que seja sustentável e benéfica aos estudantes.

EB: Em outubro, vimos o lançamento da iniciativa Liderança Positiva. Como isso evoluiu na sua região e o que isso significa para você pessoalmente como líder?

NB: Esta é uma iniciativa fantástica. Ela envolve tratar os outros como você quer ser tratado, não apenas no trabalho, mas na vida, e institucionalizar esse comportamento. Eu testemunhei em primeira mão o entusiasmo e a energia que ela trouxe para a minha equipe. E o mais importante, acho que ela mudou a forma como as pessoas pensam sobre as coisas. Ela está até mesmo contestando diferentes aspectos, como o design dos escritórios em alguns dos nossos campi e localidades mais tradicionais. Se quisermos criar um ambiente mais aberto, até mesmo o design do nosso campus precisa refletir isso.

EB: Quais seriam as três lições de liderança mais importantes que você gostaria de compartilhar com nossos estudantes e colaboradores em todo o mundo?

NB: A primeira lição é que, como líderes no negócio da educação, nós mesmos devemos ser bons alunos. Devemos continuar a aprender e manter nossa curiosidade, acho que muitos dos nossos líderes incorporam essa qualidade. A segunda lição é a humildade. Precisamos equilibrar nossas ambições e agressividade com humildade na forma como pensamos sobre nossa estratégia e como nos envolvemos com nossos colegas e pares. Por fim, devemos encontrar maneiras de sermos inspirados. Eu realmente acredito que devemos encontrar inspiração em tudo que fazemos. Eu em inspiro em nossas pessoas, nossos colegas e nossos estudantes. Isso me mantém motivado, sendo uma parte muito importante da minha jornada de liderança.

EB: Qual seria a sua mensagem final para nossos colegas em toda a rede?

NB: Como líderes, temos a obrigação de fazer parte da criação de uma estratégia futura para essa empresa. A oportunidade e a necessidade pelo o que fazemos é enorme. Este é um esforço coletivo instigante. Somos a maior empresa de educação do mundo e precisamos trabalhar juntos para continuar crescendo e melhorando para ter um impacto ainda maior nos próximos cinco ou dez anos.