Perspectivas de Liderança Laureate – Linda Brown, CEO da LANZ

Neste mês, a vice-presidente sênior de assuntos públicos globais e diretora de benefícios da Laureate, Esther Benjamin, entrevista a CEO da Laureate Austrália e Nova Zelândia, Linda Brown. Ela trabalhou em todo o mundo mudando a maneira como as pessoas pensam sobre o ensino superior. Nesta entrevista, compartilha conosco alguns destaques de sua jornada de liderança e da sua visão para o futuro da Laureate e do ensino superior global.

Esther Benjamin: nos conhecemos em um evento Laureate Leadership Summit, onde você se apresentou como uma agitadora. O que significa ser uma agitadora no ensino superior?

Linda Brown: sou uma agitadora no ensino superior há 22 anos, mas não simplesmente por quero ser uma agitadora. O ensino superior é um dos paradigmas mais antigos e tradicionais que ainda temos. No nível mais básico, são pessoas inteligentes que ensinam seus conhecimentos a outras pessoas, um padrão existente há milhões de anos. No entanto, hoje o conhecimento e a informação estão prontamente disponíveis. Nosso trabalho agora não é apenas ajudar as pessoas a adquirir e coletar conhecimento, mas, o mais importante, aplicá-lo. Ser uma agitadora no ensino superior significa oferecer alternativas que respondam aos resultados que o mundo exige.

EB: o que a atraiu para a Laureate há quase cinco anos?

LB: eu já conhecia a Laureate há algum tempo quando ela entrou na Austrália e na Nova Zelândia. O que me atraiu foi a coragem que a Laureate teve para criar a primeira nova universidade na Austrália em 20 anos. Com minha experiência internacional e depois de ter viajado por todo o mundo, fiquei animada em fazer parte de um modelo global como a Laureate.

EB: a Torrens foi a primeira universidade nova na Austrália em 20 anos. Vocês acabaram de matricular seu 10.000º aluno. O que a Torrens ofereceu na Austrália que as universidades tradicionais não conseguiram disponibilizar?

LB: nós simplesmente focamos em garantir que todos os estudantes recebessem o que lhes foi prometido. Fizemos várias coisas para conseguir isso. Primeiro, certificamo-nos de que nossos estudantes fossem trabalhar. Em segundo lugar, certificamo-nos de sermos flexíveis. Nós fizemos educação híbrida antes dela ser popular. Trabalhamos muito para garantir que nossos estudantes on-line recebessem os mesmos benefícios de networking, conectividade e apoio. Concentramo-nos em oferecer aos estudantes uma escolha sobre a forma e o lugar onde eles poderiam estudar. Por exemplo, nossos campi estão abertos 24 horas por dia, 7 dias por semana, se alguém quiser ser criativo às 2h da madrugada! Em terceiro lugar, trabalhamos para permitir aos nossos estudantes uma vantagem.  Na Austrália, 29% dos recém-formados procuram aprofundar seus cursos ou certificados profissionais para obter mais qualificações para conseguir um emprego. Queremos garantir que nossos estudantes adquiram um conjunto de qualificações que proporcionem a vantagem de serem recrutados primeiro e tenham melhores resultados. Por último, mas não menos importante, cumprimos a nossa filosofia Here for Good. Queremos que os estudantes possam trabalhar juntos e tenham as habilidades para mudar o mundo.

EB: você poderia compartilhar alguns exemplos de como a LANZ está usando a tecnologia para melhorar as experiências e os resultados dos estudantes?

LB: somos privilegiados por ter a maravilhosa Media Design School (MDS) na Nova Zelândia (NZ). Nosso centro de tecnologia na Nova Zelândia continua promovendo a inovação na LANZ. Temos parcerias com empresas maravilhosas e pessoas que querem mudar o futuro da educação e fazer uma diferença no mundo. Por exemplo, um grupo de graduados e outros profissionais do MDS se reuniram, com a nossa ajuda, para desenvolver uma solução de realidade aumentada para crianças em quimioterapia experimentarem o tratamento antes de passar por ele. Com esta ferramenta, apenas 15% das crianças precisam de medicamento para se acalmar antes do tratamento, pois com a solução elas não têm medo da máquina.

Outro exemplo é o trabalho que o MDS fez para lidar com a tremenda desigualdade existente entre os maoris e os habitantes das ilhas do Pacífico. Reunindo-se com organizações parceiras, a MDS desenvolveu uma solução gamificada, que permite que os maoris e habitantes das ilhas do Pacífico em toda a Nova Zelândia analisem as carreiras de uma maneira diferente e comecem a considerar carreiras em criação.

Isso é o que deveríamos estar fazendo como um movimento.

EB: uau! Complementando esta pergunta, você poderia falar mais sobre sua visão do Here for Good na LANZ.

LB: a base a que sempre nos referimos na LANZ é ser um movimento. Somos uma região pequena, mas temos muito a oferecer: atitude, tecnologia, inovação, globalização. Nossa maior vantagem é que temos a credibilidade de nos tornarmos uma voz importante no mundo em termos de inclusão, participação e liderança de pensamento. Temos em nossa organização acadêmicos e pessoas de negócios incríveis, com uma voz forte e credibilidade que nos permitem promover o Movimento Laureate. Somos motivados não apenas pelo nosso compromisso com nossos 16 mil estudantes, mas pela crença de que estamos tendo um impacto em milhões de pessoas ao mudar a forma como o ensino superior é pensado na Austrália. Nós estamos aqui porque somos globais. Nós somos a Laureate. E a LANZ faz com que a Laureate seja global.

Espero que continuemos a ser esse componente global do que a Laureate fizer no futuro. Para mim, não se trata apenas de ter 50 mil graduados empregados até 2025, ser uma empresa de bilhões de dólares e ter cinco centros de pesquisa autofinanciados. Para mim, trata-se realmente de como usamos essa força para agirmos nos países. 80% da humanidade ainda vive com menos de dez dólares por dia. 50% das mulheres vivem com menos de um dólar por dia. Como podemos fazer isso e depois ajudar os sistemas, ajudar os países, ajudar outras instituições, ajudar nossos parceiros, nos ajudar a garantir que todos tenham uma oportunidade por meio da educação e da capacitação? A Laureate tem tudo a ver com educação global e ser a mudança, e a LANZ é um fator impulsionador da inovação para que isso seja alcançado.

EB: você é uma das nossas principais líderes femininas na Laureate. Qual é o seu conselho para as mulheres que estão chegando na empresa?

LB: é simples. Precisamos agir e apoiar umas às outras. Precisamos ter certeza de que estamos apoiando a inclusão. A visão de Liderança Positiva contempla nossas diferenças e singularidades. Devemos aproveitar cada oportunidade para ajudar quem não se sente incluído e criar espaços onde as pessoas possam tirar o máximo proveito de si mesmas e de sua jornada na empresa. Não podemos ser ignoradas e precisamos ter orgulho de cuidar umas das outras.

EB: Qual seria a sua mensagem final para os mais de 65 mil membros da Laureate em todo o mundo?

LB: Não desista de seu sonho. Somos uma grande organização global que passa por mudanças substanciais e, às vezes, não é fácil entender. Temos uma liderança forte, um propósito forte e estamos mudando o mundo. Para estar genuinamente aqui para o bem, precisamos levantar todos os dias e fazer o que fazemos da melhor maneira possível. Não há muitos empregos que proporcionam a oportunidade de trabalhar com tantas pessoas talentosas em todo o mundo. A rede oferece oportunidades fenomenais para se conectar e se envolver com colegas globalmente. Não espere para ser convidado. Se você quiser compartilhar uma ideia ou falar com um colega, faça! Ligue, mande uma mensagem ou e-mail. Conecte-se. A Laureate é uma organização rica em pesquisa, acadêmicos e pessoas que estão ensinando e aprendendo, e compartilham as mesmas crenças. Temos o privilégio de ter essa oportunidade na Laureate.