Perspectivas de Estudante Laureate – Daniel Rubio Sánchez, da Universidad Europea de Madrid

Daniel Rubio Sanchez, recém-formado pela Universidad Europea de Madrid (UEM) e atual estagiário do Google, fala sobre a importância da internacionalidade em uma força de trabalho crescente e globalizada, a relevância de se conectar com as pessoas nesse clima cultural atual e como fazer parte da rede Laureate garantiu a ele oportunidades internacionais incríveis.

Você pode nos contar um pouco sobre a sua experiência e como você chegou aqui?

Tive a oportunidade de concluir um curso global de dupla graduação para estudar Comércio Exterior e Relações Internacionais na Universidad Europea de Madri (UEM), com experiências no exterior que me permitiram passar os últimos três anos do meu curso em seis países diferentes, o que é simplesmente incrível – Espanha, Canadá, França, EUA, Irlanda e Reino Unido. Foi uma oportunidade incrível. E como minha universidade pertence à rede Laureate, tive muitas oportunidades, como participar da reunião anual da Clinton Global Initiative. Além disso, participei do programa Laureate Ambassador, que me permitiu ser um líder estudantil e conduzir iniciativas importantes no campus. Também recebi uma bolsa de estudos da UEM, pois faz parte da responsabilidade da universidade garantir que a experiência universitária seja acessível àqueles que não têm flexibilidade financeira.

Qual foi a papel da sua família para você ser a pessoa que você está se tornando?

Eu acho que eles são a parte mais importante desta história, porque sem o apoio deles – não apenas financeiro –, mas o suporte diário, eu não estaria aqui. Meus pais me incentivaram a buscar oportunidades e se esforçaram para apoiá-las. Quando me formei no ensino médio aos 18 anos, tive que tomar uma grande decisão sobre o que eu queria fazer em minha vida, o que eu queria estudar, quem eu queria ser daqui a 5-10 anos e o que eu queria fazer com o talento que eu acreditava que poderia desenvolver – e meus pais tiveram um papel muito importante no processo.

Durante a fase de pesquisa e identificação para escolher em qual universidade você estudaria, quais foram seus três principais critérios?

  • Internacionalidade – quase 30 por cento dos estudantes da UEM são estrangeiros, o que foi extremamente importante para mim. Ter disciplinas integrais em inglês ou até mesmo estudar no exterior em universidades de ponta, como a McGill, por exemplo, ou na London School of Economics, ou na University of California Berkeley, que frequentei, são oportunidades que muitos estudantes não têm.
  • Challenge Based Learning (CBL) – outro fator importante é como minha universidade ensina. Eles têm esse sistema chamado CBL, que proporciona aos estudantes experiências em sala de aula parecidas com o trabalho do mundo real. Agora que estou no Google, percebi que muitas das abordagens do CBL foram muito relevantes e úteis no local de trabalho. Por exemplo, os professores trouxeram as empresas para a sala de aula, envolveram-nos tanto no aprendizado quanto na solução estratégica dos problemas identificados da empresa em um processo ao longo do semestre. Ter isso e não a experiência tradicional de aprendizado em sala de aula é extremamente importante. E você percebe que, quando você está em empresas como o Google, eles valorizam o modo como você faz as coisas e suas habilidades sociais. Então, não é apenas o seu curso que importa, trata-se de desenvolver uma atitude para continuar aprendendo, mesmo depois de se formar.
  • Por fim, gostaria de mencionar também as experiências profissionais. Elas são muito relevantes também! Em poucas palavras, as paredes da sala de aula precisam desaparecer e se abrir para experiências de negócios do mundo real combinadas com o aprendizado em sala de aula.

Quais foram as melhores experiências que você teve enquanto estudou na UEM?

Definitivamente a oportunidade de interagir e desenvolver minhas habilidades sociais. Não se trata apenas das habilidades técnicas, mas também de como você se comunica – como você desenvolve uma ideia de negócio ou como entrevista um líder mundial sobre o qual você acabou de aprender cinco minutos antes de conhecê-lo. São as pequenas coisas que fazem de você um profissional melhor quando você se forma, para que você não tenha medo quando você se apresentar e você tenha mais confiança porque já passou por isso antes. Ou até mesmo oportunidades globais nas instituições da rede Laureate. Eu acho que muitas pessoas pensam que é impossível ter essas oportunidades. Não – só é impossível se você não se inscrever. E muitas vezes, não dará certo, mas se você não tentar, há 100% de chance de não funcionar. Eu acho que sempre vale a pena tentar.

Como essas experiências internacionais e de valor agregado impactaram positivamente a sua visão do mundo, as suas interações com as pessoas e a sua carreira?

Com relação às pessoas, elas me ensinaram sobre como gerenciar relacionamentos e não ter medo quando você conhece alguém que é diferente por causa de sua origem, cultura, idioma etc. Trata-se de ser capaz de enfrentar desafios e não ter medo, mas sim ficar entusiasmado. E, mais especificamente, direi que elas também influenciam a forma como gerencio minha carreira, porque elas oferecem muitas oportunidades que posso discutir em entrevistas para comprovar qualificações relevantes como um profissional.

Que três conselhos você daria a um aluno atual – coisas que você gostaria que alguém contasse a você?

  • Primeiro, os estudantes devem se envolver e participar. Esse é o primeiro passo para tudo. Quando você faz isso, conhece pessoas que são tão apaixonadas quanto você. Todas as universidades têm colaborações, associações estudantis, administração estudantil, iniciativas, eventos, palestrantes etc. – oportunidades importantes que enriquecem a experiência universitária, que acontecem fora da sala de aula. Quando você se encontra com seus colegas, em vez de usar recursos digitais para se comunicar, você conhece a pessoa para discutir e lutar juntos para resolver o problema.
  • Em segundo lugar, eu diria para criar e se relacionar. Apresentar suas próprias iniciativas – identificar parcerias e se conectar com as pessoas. Liderar não é ficar sozinho com uma ideia muito boa, trata-se de reunir pessoas para ajudá-lo a executar sua ideia.
  • Por fim, eu diria a eles PULE! SALTE! Não tenha medo. A água pode estar fria, mas honestamente depois de alguns minutos, você se sente bem e não tem mais motivo para sentir medo.

Qual é a sua função atual no Google e como o que você aprendeu na sala de aula ajudou você a ter sucesso no Google?

Neste momento, estou trabalhando na equipe Google Marketing Solutions no departamento de vendas espanhol. Estou atuando em um projeto para internacionalizar empresas muito pequenas na Espanha – estou ajudando-as com seu alcance global por meio do Google AdWords. É muito bom porque você pode ver rapidamente o impacto que está tendo. Por exemplo, essa pessoa que não sabia sobre o Google AdWords há cerca de 3-4 meses, agora tem 300 vendas usando a tecnologia, o que impulsionou o sucesso de seus negócios. Eu sou basicamente um consultor para o sucesso.

Eu estou aqui há três semanas, mas aprendendo a continuar aprendendo, o que é muito importante. Não importa o que você estuda, especialmente hoje em dia com tecnologias como o Google, tudo será atualizado em um ou dois anos. É muito importante que os estudantes aprendam e estejam abertos para aprender o tempo todo. É muito importante estar disposto a aprender.

Quais são os seus próximos passos? Onde você se vê nos próximos 3 a 5 anos?

Nos próximos anos, espero continuar a ter experiências como essa no Google, onde posso aprender com os outros. No entanto, não tenho certeza se me vejo em um ambiente corporativo. Eu acho que há muita coisa que eu poderia fazer em uma organização internacional como as Nações Unidas, o Banco Mundial ou a OCDE. O papel que cada uma dessas organizações desempenha nos assuntos internacionais está sendo questionado neste atual clima político e acredito que é muito importante que essas organizações transmitam as suas mensagens. Com tantas coisas acontecendo todos os dias, as pessoas esquecem que nossa sociedade está fazendo um bom trabalho: as taxas de pobreza estão diminuindo e a educação está transformando o mundo para melhor. Há muito a ser feito, é claro, mas comunicar corretamente isso será uma oportunidade incrível no futuro e uma carreira interessante que eu quero seguir.