Laureate Leadership Perspectives: Jean-Jacques Charhon, Vice-Presidente Executivo e Diretor Financeiro

Dando continuidade à nossa série Laureate Leadership Series, este mês tive o privilégio de conversar com nosso novo diretor financeiro Jean-Jacques (JJ) Charhon. JJ tem mais de 20 anos de experiência em gestão internacional em várias regiões e indústrias, bem como uma perspectiva verdadeiramente global em finanças e gestão.

Esther Benjamin: gostaria de começar dizendo o quanto estamos felizes por ter você na Laureate. Você poderia nos contar sobre seus principais destaques na carreira antes de se juntar à Laureate?

JJ Charhon: passei a maior parte da minha carreira em gestão financeira e operacional. Meu primeiro grande marco foi a transição de uma empresa europeia para uma empresa americana. Comecei a trabalhar para a Quaker Oats em 1993. Fui diretor financeiro na França, onde comecei a entender o papel das finanças como um parceiro de negócios estratégico para o CEO em uma empresa americana. O meu primeiro papel na General Electric (GE) foi de diretor financeiro na Europa, onde, pela primeira vez, aprendi os desafios da gestão remota com pessoas subordinadas a mim em países diferentes.

Minha primeira função de diretor financeiro global foi na GE, onde chefiei uma equipe distribuída em todo o mundo, antes da transição para a indústria farmacêutica. Em uma empresa farmacêutica, há uma perspectiva mais de longo prazo com os públicos de interesse, que é muito semelhante ao corpo docente e ao universo acadêmico da Laureate.

O meu último marco antes de ingressar na Laureate foi o papel de gestão operacional como diretor de operações da Hewlett Packard, em que fui responsável por definir a estratégia, orientar a execução e os resultados da empresa.

EB: o que atraiu você para a Laureate e quais são as qualidades particulares que distinguiram nossa empresa de outras organizações?

JJ: três elementos foram importantes ao avaliar a oportunidade de trabalhar para a Laureate: primeiro foi a jornada da rede – esta é uma oportunidade fantástica de trabalhar para uma empresa com uma grande missão; o segundo aspecto foi o papel – para mim, é importante ter intimidade com o negócio, como um verdadeiro parceiro para o CEO. A melhor indicação de que isso provavelmente acontece é o fato de que o diretor financeiro anterior foi nomeado CEO, um grande sinal de que a função financeira não estava isolada e limitada à avaliação de resultados; por último, mas não menos importante, estão as pessoas e a cultura – todo mundo que conheci passou uma sensação de que estavam procurando colaborar e tinham um nível de dedicação ao negócio realmente contagiante. Isto para mim foi decisivo.

EB: quais são os principais aspectos das primeiras impressões da empresa?

JJ: tudo o que vivenciei até o momento tinha previsto até certo ponto, dada a história da Laureate, que ainda está evoluindo em sua maturidade e tentando manter o equilíbrio entre continuar a apoiar o empreendedorismo e, ao mesmo tempo, tornar-se uma empresa americana de capital aberto mais sofisticada e reconhecida. Continuamos a desenvolver formas de trabalhar melhor em conjunto e demonstrar que os líderes corporativos podem realmente agregar valor e ajudar as instituições a ter mais sucesso.

EB: você visitou recentemente o Brasil. Quais são os seus principais aprendizados da sua primeira visita a um país da Laureate?

JJ: fiquei muito impressionado com a paixão da equipe de gestão brasileira e com seu sólido compromisso de melhorar o desempenho geral e financeiro. Existe uma sensação muito forte de trabalho em equipe e colaboração dentro do time. É sempre energizante e inspirador ver uma equipe de alto desempenho em ação e eu não poderia ter tido uma introdução melhor ao visitar um país.

EB: você assumiu o papel de diretor financeiro em um momento instigante de mudança. Quais são suas principais prioridades em seu papel?

JJ: minha primeira prioridade é uma transição de relações, de Eilif, como o diretor financeiro anterior, para mim como o atual diretor. Isto é especialmente importante em uma empresa como a Laureate, em que a cultura depende intensamente de relacionamentos colaborativos e produtivos. A segunda é aprender mais sobre o negócio e as pessoas, a respeito das estratégias e prioridades para que eu e a função de finanças estejamos mais bem alinhados. Por fim, temos um objetivo para 2018 que é receber a certificação do SOX um projeto importante que estou confiante de que vamos alcançar com sucesso.

EB: você conhece a missão Here for Good, que faz parte da Laureate desde a sua criação, e nosso status como Empresa de Benefício Público e Empresa B Certificada®. Como tudo isso se conecta ao seu papel como diretor financeiro?

JJ: há um sentimento de uma grande missão que a empresa abarcou que faz com que tudo o que fazemos seja um pouco menos maçante. Às vezes, em finanças, lidamos com números e eles não representam necessariamente o nosso impacto na sociedade – mas a missão Here for Good, de estar aqui para o bem e para sempre – ajuda a lembrar o impacto que temos sobre nossos estudantes, colaboradores, professores e comunidades em todo o mundo. É certamente inspirador sentir que você faz parte de uma empresa que faz bem para a sociedade e devemos nos sentir afortunados de estar nesta posição.

EB: você cresceu e estudou no exterior, viveu e trabalhou em todo o mundo. Poderia compartilhar mais sobre sua educação e carreira internacional, explicando como isso ajudou a moldá-lo como profissional?

JJ: tive muita sorte de nascer e crescer em Bruxelas (Bélgica), que é uma cidade muito cosmopolita. Eu fiz o ensino médio no French Lyceum, com pessoas de todo o mundo e fui exposto à diversidade desde cedo. Valorizo muito o que isso me trouxe em termos de relacionamentos, na capacidade de ter uma menta aberta, trocar ideias e aprender verdadeiramente que o mundo não termina nos limites da sua cidade ou país.

EB: ótimo! Qual seria a sua mensagem final para os 65 mil colegas em todo o mundo?

JJ: não hesitem em me procurar. Às vezes, a posição em que estou pode ser intimidante ou pode fazer com que as pessoas tenham receito de me contatar. Eu realmente acredito em comunicações abertas e francas, incentivo as pessoas de finanças em todo o mundo a entrarem em contato comigo para pedir opiniões e conselhos.