Jovens cineastas alcançam sucesso internacional e contribuem para a mudança de atitudes que discriminam pessoas com deficiência

Um time de estudantes da UPN ganhou um prêmio internacional de curta-metragem por seu documentário baseado na vida de uma poeta peruana e ex-atleta olímpica com Síndrome de Down.

O documentário sobre Susana Lozano Montalván foi inscrito no Festival de Cinema de Inclusão, Todos Somos diferentes, no Chile, onde os trabalhos dos estudantes foram apresentados entre mais de 170 curtas-metragens da Argentina, Chile, Colômbia, Espanha, França, Peru e Uruguai.

Os estudantes de Comunicação ganharam o Prêmio de Audiência, julgado pelo público, e receberam mais de 5.200 votos, o maior número de votos recebidos em qualquer categoria na história da competição.

Devido à coragem de Susana e aos desafios que enfrentou, os jovens produtores decidiram dar ao projeto o nome da primeira coleção de poemas de Susana: No Soy Mentira.

“É um texto contagiante. Os poemas são uma manifestação e trazem a identidade de Susana, expressando o que ela está passando. Por isso, não devemos considera-los como algo passageiro, mas transcendente”, explicou Herbert Cervantes, diretor de fotografia e editor de filmes.

Segundo Kimberly Manrique, diretora do projeto, a equipe cumpriu o objetivo de fazer com que as pessoas ‘vivam’ a história de Susana e aprendam mais sobre sua vida, poesia e carreira.

“A história de Susana é uma homenagem a todas as pessoas que se sentem diferentes por causa de alguma deficiência. Quando você vê Susana, você pode se ver refletido nela e perceber que há alguém capaz de conquistar muito”, disse Kimberly.

Herbert e Kimberly foram acompanhados no projeto por outros cineastas, Dafne Aguero Dionicio (Produção), Josselyn Maldonado Bermejo (Produção) e Yerliny Castillo Cirilo (Som).

Parabenizamos os jovens cineastas pelo sucesso e compromisso com os princípios de diversidade, inclusão e igualdade. Seu documentário não só promove a inclusão e a participação na comunidade de pessoas com deficiência, como também contribui para a mudança de atitudes e práticas que as discriminam.