Imprimindo um Futuro Melhor para os Hondurenhos com Deficiência

Depois de usar a impressão 3D para mudar a vida de um colega sem uma mão, uma equipe de estudantes da UNITEC Honduras e seu professor fundaram a Guala*, uma ONG que fabrica próteses de baixo custo impressas em 3D para pessoas que não podem pagar pelos métodos tradicionais. 

O estudante de Engenharia Biomédica da UNITEC Honduras, Ricardo Borjas, sempre soube que queria fazer a diferença. Enquanto crescia, ele fez trabalho voluntário para causas diferentes, mas ele sempre quis fazer mais. Encorajado por um de seus professores, Ricardo escreveu um trabalho de pesquisa sobre o potencial de usar impressoras 3D para construir próteses de membros. O artigo, que mais tarde foi publicado em um renomado jornal internacional de engenharia, acabou servindo de base para a Guala. 

Tres mil milhas ao norte de Honduras, Melvin Cruz participava de um estágio nos Estados Unidos e pesquisava tecnologias de impressão 3D, quando se deparou com o trabalho de Ricardo. Melvin sonhava em criar uma prótese para seu amigo Marco Mejia, um colega que nasceu sem uma mão devido a um defeito congênito. Melvin procurou informações sobre impressão 3D em Honduras e a única fonte que conseguiu encontrar foi o trabalho de Ricardo. Depois de entrar em contato com Ricardo sobre a ideia, eles recrutaram Elena Aguilera e Miguel Sierra, estudantes de Engenharia Biomédica da UNITEC, e Alicia Sierra, membro do corpo docente do programa, para ajudá-los a criar a prótese para Marco.   

“Quando presenteamos Marco com a nova mão em julho de 2016, ficamos muito animados em vê-lo manipular objetos com ambas as mãos com muita naturalidade”, lembra Ricardo. “Vendo a diferença que essa prótese de baixo custo fez em sua vida, parecia injusto e egoísta não fazer isso para mais pessoas. Foi quando decidimos nos tornar uma ONG.” 

Hoje, a Guala trabalha com diferentes organizações locais e internacionais para criar e doar próteses, ao mesmo tempo em que aumenta a conscientização sobre todas as possibilidades da impressão 3D. Em dois anos, a equipe imprimiu 24 próteses para pessoas que, de outra forma, não poderiam comprá-las. Uma das realizações de maior destaque da equipe é um laboratório de inovação para criar membros protéticos para migrantes que retornaram e que sofreram acidentes em sua jornada aos Estados Unidos, um projeto financiado pela Organização das Nações Unidas (ONU), pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e pela Câmara de Comércio de Tegucigalpa. 

“Eu amo a Guala porque ela combina minhas duas paixões: engenharia biomédica e ajudar os outros”, diz a cofundadora Elena Aguilera. “Minha maior motivação é sermos pioneiros; inovadores que revolucionam a maneira como as coisas são feitas em Honduras. As necessidades são muitas, mas o talento que temos também.” 

A visão da equipe é tornar-se uma organização autossustentável, que não apenas imprima próteses, mas também faça contribuições substanciais e crescentes para a sociedade e o meio ambiente, promovendo e implementando soluções de tecnologia 3D em escolas, universidades e hospitais.  

*Guala significa “mão” na língua indígena hondurenha Lenca.