Criando um Sistema de Apoio na Comunidade Para Refugiados no Brasil

Enquanto trabalhavamem um projeto para uma aula na Universidade Potiguar (UnP), GilceAzevedo e Maria Alice Cruz ficaram incomodadas com a dificuldade de integrar os refugiados, com poucos recursos e apoio da comunidade local. Para ajudar a superar isso em Natal, Gilce e Maria Alice fundaram o projeto Sem Fronteiras, que capacita os refugiados com habilidades, recursos e apoio para uma integração mais fácil à vida brasileira. 

Gilce, com um diploma de Psicologia, e Maria Alice, que estudara Contabilidade, tinham vivido em um país estrangeiro. Ao voltar para o Brasil para estudar Relações Internacionais, elas começaram a entender melhor os problemas enfrentados pelos refugiados no País, como a falta de acesso ao sistema médico público, dificuldade em encontrar emprego por causa da barreira do idioma ou problemas na coleta dos documentos legais necessários para ficar no Brasil. À medida que foram aprendendo mais, a vontade de ajudar aumentava. Elas começaram o Sem Fronteiras como um projeto para uma das suas aulas.

O Sem Fronteiras tem três objetivos: 1) ajudar os refugiados que moram em Natal; 2) permitir que voluntários – estudantes e profissionais – adquiram experiência prática trabalhando em campo; e 3) educar as pessoas sobre as necessidades e desafios que os refugiados têm para se integrarem à comunidade, para que mais pessoas possam ajudar a facilitar sua transição. A organização presta serviços em relações internacionais, assistência médica e odontológica gratuita, por meio do Centro Integrado de Saúde da UnP (CIS UNP), cursos de português e assistência jurídica. 

“Um grande aspecto deste projeto é permitir aos estudantes a oportunidade de adquirir experiência prática”, comenta Gilce. “E o mais importante, ele ajuda os estudantes e voluntários a adquirirem perspectiva, aprendendo sobre os desafios que os outros enfrentam no dia a dia, e os expõe a culturas incríveis de fora do Brasil!” 

Embora a organização já tenha tido um impacto duradouro na comunidade, isso é apenas o começo. Recentemente, elas fundaram uma associação composta de estudantes, refugiados e voluntários da comunidade. Isso permitirá que elas cresçam e forneçam serviços adicionais nos próximos anos.